sexta-feira, 29 de julho de 2011

Lenda da Cabicanca




   Há muito, muito tempo, a vila de Aguiar da Beira tinha uma igreja dedicada a S. Pedro, onde o povo regularmente se reunia para assistir à eucaristia.
   Os dias iam passando normalmente, com as pessoas entretidas com as lidas do quotidiano.
   Até que, certo dia, começou a ser visto um enorme pássaro a fazer o seu ninho na torre dessa mesma igreja. Como esta espécie era desconhecida na região, a população andava muito assustada, tendo mesmo deixado de frequentar a igreja. Algumas pessoas mais temerosas chegaram mesmo a pensar que isto era um sinal do fim do mundo!
   Assim, com o afastamento dos paroquianos da igreja de S. Pedro, o povo começou a construir uma nova igreja, onde ainda hoje os fiéis se reúnem para assistir à missa, dedicada a S. Eusébio, talvez por este ter sido muito persistente e devoto nas suas lutas, protegendo sempre os que nele buscavam consolo.
   Mas nem com a edificação da nova igreja os temores do povo se acalmaram.
   Sempre que a população via a horrível ave, que mais não era do que uma cegonha, as gentes da terra apontavam na direção do seu enorme bico e exclamavam:
   – Que bicanca, meu Deus, que bicanca!
   O povo foi vivendo este tormento até que um certo almocreve de Trancoso, de nome Martinho Afonso e com a alcunha de “Escorropicha”, resolveu a questão, mas não sem antes despejar pelas goelas abaixo uns
valentes copos de vinho.
   Ajudado pela bebida e sendo homem de alguma coragem, pegou numa espingarda e desferiu um tiro certeiro na “cabicanca”. A valente ave não resistiu e, ferida de morte, estatelou-se no chão, pondo fim aos temores do povo.
   Quanto ao Escorropicha, este tornou-se um herói, sendo recompensado com muita e boa pinga, como era de prever.
   Para que esta história nunca se perdesse, ela foi passando de boca em boca e os Aguiarenses acabaram por adotar carinhosamente a alcunha de “Cabicancas".

terça-feira, 12 de julho de 2011

segunda-feira, 20 de junho de 2011

Formação em Medas

Formação no Novo Acordo Ortográfico


Publicado por Celine Cangueiro







Com a entrada em vigor do Novo Acordo Ortográfico e para responder às dúvidas que ainda se impõem, a Escola promoveu uma acção de formação sobre as novas regras da Língua Portuguesa, no dia 11 de Maio.

A oradora Agostinha Monteiro, docente de Língua Portuguesa, iniciou a sessão com uma breve contextualização histórica sobre as reformas ortográficas da Língua Portuguesa de 1911 a 1990.

Seguidamente, foram abordadas as alterações introduzidas pelo Acordo Ortográfico de 1990, nomeadamente, o novo Alfabeto da Língua Portuguesa, o uso de maiúsculas e minúsculas, a supressão gráfica de consoantes mudas ou não articuladas, as mudanças na acentuação gráfica e as alterações relativas à hifenização.



Os participantes tiveram ainda a oportunidade de desenvolver competências linguísticas através de exercícios e da análise de textos, podendo exercitar a nova ortografia.

Até 2015, decorre o período de transição, durante o qual, ainda se pode utilizar a escrita actual. No entanto, o novo Acordo Ortográfico entra em vigor no sistema educativo já no próximo ano lectivo 2011/2012 e, a partir de 1 de Janeiro de 2012, em todos os serviços, organismos e entidades governamentais, bem como na publicação do Diário da República.



A iniciativa, organizada pela Prof. Idalina França, destinou-se a todos os docentes e não docentes, uma vez que, em qualquer profissão, existe a necessidade de escrita.

Ficam, abaixo, duas ferramentas úteis:



Conversor Lince;



Dicionário on-line.





Obrigada a todos.

terça-feira, 5 de abril de 2011

Colóquio "A Escrita no século XXI"

Dia 08 de Abril de 2011, pelas 16h, convido os meus amigos a aparecerem na FLUP para assistir a este colóquio onde participarei como oradora.

Aqui ficam algumas das questões que irão ser debatidas.

FACULDADE DE LETRAS DA UNIVERSIDADE DO PORTO


COLÓQUIO NA FEIRA DO LIVRO


A ESCRITA NO SÉCULO XXI

Com a proliferação e banalização do acesso e uso da Internet, o advento e ramificação das redes sociais, a explosão dos blogues e sites que fomentam e publicam no espaço virtual os textos de milhentos autores, ganha acuidade a questão: o que significa escrever no século XXI?

A democratização do estado de autor – ainda há poucas décadas, um estado de alcance restrito e difícil – não contém em si o risco de “proletarização”, com a inerente diluição e quase desaparecimento da fronteira entre texto literário e não literário?

Ou esta democratização transporta em si novas virtualidades e veredas por onde a prática desse acto simultaneamente intimista e revelador – o escrever – se reinventará, deixando de ser uma ligação unívoca de um para muitos, mas uma rede de múltiplas linhas de duplo sentido, de muitos para muitos?

A importância da escrita

A Linguagem oral terá sempre como função fundamental, o estabelecimento e a manutenção das relações humanas, embora desempenhe outras funções importantes, sendo a informativa uma das primordiais. 
Por seu lado, a linguagem escrita é mais usada para o armazenamento de informações, factos e ideias.
Ao mesmo tempo, é uma importante ferramenta intelectual, já que torna possível uma maior elaboração de pensamento e das ideias, contribuindo para o denvolvimento social e cognitivo de cada ser humano.


quarta-feira, 30 de março de 2011

Aprender a Escrever- mecanismos de estruturação textual



Escrever melhor resulta de um trabalho árduo.
Neste livro, para além de uma breve apresentação sobre o processo de escrita, podemos também reflectir sobre alguns mecanismos que ajudam a desenvolver essa competência.

Pode ser adquirido na Mosaico de Palavras, Fnac, Wook e em determinadas livrarias do país.