O ser humano
é uma centelha caminhando
no silêncio vasto do universo.
Pequeno
como um grão de poeira
perdido no pó das galáxias
e ainda assim
capaz de carregar constelações
dentro do peito.
Somos
sementes de sentido
lançadas no solo do tempo.
Mãos frágeis
mas feitas para moldar mundos.
Palavras leves
mas capazes de levantar pontes
sobre abismos invisíveis.
Há um rumor de humanidade
na respiração de cada rosto
um murmúrio manso
um milagre mínimo
que insiste em nascer
todas as manhãs.
Porque o humano
é mais que carne e caminho
é consciência que questiona
é cuidado que cresce
é coragem que cria.
Somos fogo e fragilidade
vento e vontade.
E quando um ser humano
estende a mão a outro
o universo inteiro
parece aprender
a ser mais humano.

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