Escrita com Prazer
quarta-feira, 1 de julho de 2026
segunda-feira, 1 de junho de 2026
Entre fios e sombras
Mais um projeto concretizado! Desta vez usando a novela como subgénero narrativo.
Aqui fica a sinopse:
Pode ser adquirido na Fnac, Wook, Bertrand ou site da editora.
https://oficinadaescrita.com/produto/entre-fios-e-sombras/
À editora o meu muito obrigada.
terça-feira, 26 de maio de 2026
Poema «O ser humano»
O ser humano
é uma centelha caminhando
no silêncio vasto do universo.
Pequeno
como um grão de poeira
perdido no pó das galáxias
e ainda assim
capaz de carregar constelações
dentro do peito.
Somos
sementes de sentido
lançadas no solo do tempo.
Mãos frágeis
mas feitas para moldar mundos.
Palavras leves
mas capazes de levantar pontes
sobre abismos invisíveis.
Há um rumor de humanidade
na respiração de cada rosto
um murmúrio manso
um milagre mínimo
que insiste em nascer
todas as manhãs.
Porque o humano
é mais que carne e caminho
é consciência que questiona
é cuidado que cresce
é coragem que cria.
Somos fogo e fragilidade
vento e vontade.
E quando um ser humano
estende a mão a outro
o universo inteiro
parece aprender
a ser mais humano.
quinta-feira, 26 de março de 2026
Dia do livro português
O
Dia do Livro Português foi instituído pela Sociedade Portuguesa de Autores com
o objetivo de destacar a relevância do
livro, do saber e da língua portuguesa em todo o mundo. A data escolhida, 26 de
março, marca um momento histórico: em 1487, foi impresso em Portugal o primeiro
livro, o “Pentateuco”, em hebraico, nas oficinas do judeu Samuel Gacon, na
Vila-a-Dentro, em Faro. Já o primeiro livro escrito em português foi impresso
no Porto, em 4 de janeirode 1497, pelo impressor Rodrigo Álvares, com o título
“Constituições que fez o Senhor Dom Diogo de Sousa, Bispo do Porto”.
(2026). Entre fios e sombras
(edição bilingue). brevemente perto de si
(2025). Quando as palavras abraçam
o sentir (edição bilingue). Vila Nova de Gaia: Editora Poesia Fã Clube
(2025). Entre o hoje e o
amanhã (edição bilingue). Vila Nova de Gaia: Editora Artelogy
(2024). O fenómeno das
flores inodoras. Vila Nova de Gaia: Editora Artelogy
(2023). O Quarteto Det do
Colégio Invicta- o caso dos lanches desaparecidos. Vila Nova de Gaia:
Editora Artelogy.
(2022). Vidas em devir (Edição bilingue).
Vila Nova de Gaia: Editora Artelogy.
(2022). Contos Fabulásticos
(Edição trilingue). Rio Tinto: Mosaico de Palavras Editores.
(2021). Dedilhando Poesia. Vila
Nova de Gaia: Poesia Fã Clube.
(2012). Contos de Esperança. Rio
Tinto: Mosaico de Palavras Editores.
(2011). Lendas e Histórias de Aguiar da
Beira. Rio Tinto: Mosaico de Palavras Editores.
(2010). Aprender a Escrever, mecanismos
de estruturação textual. Rio Tinto: Mosaico de Palavras Editores.
quarta-feira, 19 de novembro de 2025
A linha invisível
A Linha Invisível
O sol nascente tingia de âmbar as colinas ondulantes que separavam Portugal de Espanha.
Naquela «terra de ninguém», onde os carvalhos se curvavam ao vento e os ribeiros sussurravam
segredos antigos, dois homens caminhavam em silêncio.
António, um contrabandista experiente, conhecia cada vereda e cada sombra da serra. Os
seus olhos, endurecidos pelo tempo, fitavam o horizonte com desconfiança. Ao seu lado, Manuel,
um jovem idealista, carregava uma mochila repleta de panfletos revolucionários e sonhos de
liberdade.
«A fronteira não é apenas uma linha no mapa,» murmurou António, quebrando o silêncio.
«É uma ferida aberta,» respondeu Manuel, «uma cicatriz que separa irmãos e histórias.»
Caminharam durante horas, atravessando vales e escalando encostas, até alcançarem o
marco de pedra que assinalava a divisão entre os dois países. Ali, sob o céu vasto e indiferente,
pararam.
«Daqui em diante, estás por tua conta,» disse António, entregando a Manuel um mapa e
um aperto de mão firme.
Manuel assentiu, os olhos brilhando com determinação. «Obrigado, António. Pela ajuda...
e pela esperança.»
Naquela manhã, sob o céu que não reconhecia nações, dois homens cruzaram uma linha
invisível, cada um carregando consigo o peso e a promessa de um mundo sem fronteiras.
Enquanto Manuel desaparecia entre as árvores do lado espanhol, António permaneceu
imóvel, observando. Sabia que, embora as fronteiras pudessem ser atravessadas fisicamente, as
verdadeiras barreiras residiam nos corações e nas mentes das pessoas.
António, ali parado, recordava as histórias dos que, como Manuel, haviam deixado para
trás tudo o que conheciam em busca de uma vida melhor. Pensava no que significava ser
«imigrante», no seu contributo para a economia, preenchendo lacunas no mercado de trabalho e
trazendo inovação através do empreendedorismo. Refletia também sobre a riqueza cultural que a
migração proporcionava: a diversidade de línguas, as tradições e as perspetivas que enriqueciam
a sociedade. Percebia que, ao abraçar a diversidade, se construía uma sociedade mais inclusiva e
mais tolerante. E também ele sonhava com a liberdade.
Com um suspiro, António virou-se e iniciou o caminho de volta. Sabia que, embora as
fronteiras físicas pudessem ser ultrapassadas, era nas atitudes e nas políticas que se encontravam
os verdadeiros desafios. No entanto, também sabia que, com compreensão e empatia, era possível
construir pontes onde antes havia muros.
Naquele momento, António compreendeu que cada passo dado em direção à aceitação e
à inclusão era um passo rumo a um mundo mais justo e solidário.
terça-feira, 4 de novembro de 2025
Poema «A memória», participação no XXVI Concurso Agostinho Gomes.
A memória
A memória é um fio,
que se tece em silêncio
entre os dedos do tempo.
É o nome murmurado
numa rua antiga,
a sopa que ferve
na panela da infância,
o cheiro da terra molhada
quando corríamos descalços.
A memória é uma casa
sem paredes nem fechaduras,
onde cabem os que já partiram
e os risos que ainda ecoam.
É vela acesa
no escuro do presente,
bússola secreta
nos mapas do coração.
Guarda em si
o que os dias não dizem,
o que os livros não sabem,
o que os olhos esquecem.
E quando tudo parece ruir,
vem a memória — suave, fiel —
sentar-se connosco no banco do tempo,
e dizer baixinho:
Não estás só, ainda te lembras.
sábado, 13 de setembro de 2025
Os benefícios da leitura
Os benefícios da leitura
Nenhum escritor gosta de escrever sem antes gostar de ler. A leitura é o ponto de partida da escrita e de qualquer forma de expressão mais elaborada. Ler alimenta a imaginação, amplia o vocabulário e oferece modelos de linguagem e de pensamento que inspiram novas criações. Além de ser essencial para quem escreve, a leitura é uma atividade fundamental para o desenvolvimento humano, pois contribui para a formação intelectual, emocional e social dos indivíduos. Mais do que apenas decifrar palavras, ler é compreender, interpretar e atribuir sentido ao mundo que nos rodeia. Quando praticada com regularidade, a leitura traz inúmeros benefícios que se refletem no desempenho escolar, na capacidade de comunicação, na criatividade e no fortalecimento do pensamento crítico.
Do ponto de vista cognitivo, a leitura estimula diversas áreas do cérebro relacionadas à linguagem, memória e atenção. Ao ler, o cérebro cria novas ligações neurais e fortalece as já existentes, o que melhora a plasticidade cerebral e amplia a capacidade de aprendizagem. Além disso, os leitores frequentes desenvolvem um vocabulário mais rico e uma maior facilidade para compreender textos complexos, argumentar e resolver problemas.
A leitura também traz benefícios emocionais e sociais. As obras literárias, por exemplo, permitem ao leitor colocar-se no lugar das personagens, reconhecendo e compreendendo diferentes emoções e pontos de vista. Esse processo favorece o desenvolvimento da empatia, do respeito à diversidade e da tolerância. Ler pode ainda aproximar as pessoas, fortalecendo laços familiares e comunitários e promovendo a participação social.
No contexto educacional, a leitura é um elemento central. Ela possibilita que os alunos compreendam e analisem informações, participem em debates e exerçam a sua cidadania de forma consciente. Os programas de incentivo à leitura desenvolvidos nas bibliotecas escolares têm mostrado resultados positivos no rendimento académico e no envolvimento social dos jovens. Por isso, estimular o hábito da leitura desde a infância é essencial para formar cidadãos críticos, criativos e participativos.
Em suma, a leitura é um instrumento poderoso de transformação pessoal e social. Ela contribui para o desenvolvimento cognitivo, fortalece as competências socioemocionais e promove uma sociedade mais informada e solidária. Investir no acesso à leitura e incentivar esse hábito são passos fundamentais para construir um futuro mais justo e consciente para todos.
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