quinta-feira, 23 de julho de 2020
sábado, 4 de julho de 2020
Participação em antologias na Argentina
Em época de confinamento, nada confina a criação literária!
Participação em duas antologias dos Escritores Eleutheros, na Argentina, com dois singelos poemas.
E a escrita ganha asas e atravessa as fronteiras...
Participação em duas antologias dos Escritores Eleutheros, na Argentina, com dois singelos poemas.
E a escrita ganha asas e atravessa as fronteiras...
quinta-feira, 2 de julho de 2020
A vida e a obra de Agostinha Monteiro
Quando temos sobrinhos que fazem trabalhos sobre nós…
Obrigada, Daniel!!!
Para ler, clica no link abaixo:
Escritores Aguiarenses- Agostinha Monteiro
Obrigada, Daniel!!!
Para ler, clica no link abaixo:
Escritores Aguiarenses- Agostinha Monteiro
quarta-feira, 17 de junho de 2020
Conto "Só o Tempo..."
Participação em mais uma antologia além-fronteiras, com o conto "Só o Tempo".
Pelo prazer da escrita e pela sua intemporalidade... abraço estes desafios!
Pelo prazer da escrita e pela sua intemporalidade... abraço estes desafios!
terça-feira, 5 de maio de 2020
Carpe diem
Participação da Autora Agostinha Monteiro na obra Quarentena – Memórias de um País Confinado, da Chiado Books
CARPE DIEM
Acordei, como todas as manhãs desde há um mês, sem o som do despertador. Já não preciso. Já não tenho de me levantar às 6:30.
O sol nasce e timidamente espreita-me através das persianas que deixo propositadamente entreabertas. Os seus raios acariciam-me suavemente o rosto. Gosto desta sensação. A natureza, calmamente, reconquista o seu espaço, o seu valor. Ouço os pássaros, do lado de fora da janela, a chilrear. Também reconquistaram a minha atenção, pois enchem o ar com os seus cantos, abafando os parcos ruídos das máquinas que foram obrigatoriamente ensurdecidos.
Apesar de toda a angústia e medo que reina, sinto que há agora mais esperança para a Humanidade.
Esta quarentena obrigou-nos a parar! Obrigou-nos a refletir e a darmos realmente importância ao que é essencial. Uns dedicam-se agora mais à família, outros voltam-se para Deus, outros, simplesmente, ganham tempo para eles próprios. Adiam-se projetos, adiam-se sonhos, mas não se adia a Vida.
Há agora uma nova luta que une os povos e esbate as prioridades. Em união, procuramos desesperadamente vencer este vírus invisível, que nos corrói física e psicologicamente. Através de ações conjuntas, voltamo-nos para a verdadeira essência humana: VIVER, independentemente dos credos ou das diferenças sociais. Nisto, somos todos iguais!
Carpe diem!
O sol nasce e timidamente espreita-me através das persianas que deixo propositadamente entreabertas. Os seus raios acariciam-me suavemente o rosto. Gosto desta sensação. A natureza, calmamente, reconquista o seu espaço, o seu valor. Ouço os pássaros, do lado de fora da janela, a chilrear. Também reconquistaram a minha atenção, pois enchem o ar com os seus cantos, abafando os parcos ruídos das máquinas que foram obrigatoriamente ensurdecidos.
Apesar de toda a angústia e medo que reina, sinto que há agora mais esperança para a Humanidade.
Esta quarentena obrigou-nos a parar! Obrigou-nos a refletir e a darmos realmente importância ao que é essencial. Uns dedicam-se agora mais à família, outros voltam-se para Deus, outros, simplesmente, ganham tempo para eles próprios. Adiam-se projetos, adiam-se sonhos, mas não se adia a Vida.
Há agora uma nova luta que une os povos e esbate as prioridades. Em união, procuramos desesperadamente vencer este vírus invisível, que nos corrói física e psicologicamente. Através de ações conjuntas, voltamo-nos para a verdadeira essência humana: VIVER, independentemente dos credos ou das diferenças sociais. Nisto, somos todos iguais!
Multiplicamos os gestos humanitários, fazemos sacrifícios em prol da vida. Porque cada novo dia deve alimentar a esperança de poder viver plenamente.
quarta-feira, 2 de maio de 2018
O Tolo e o Rouxinol
Aqui fica mais um textinho publicado...
Certo homem gostava de passar o seu tempo a caçar pássaros
para comer. As pobres aves, assim que o viam, abriam asas e fugiam o mais
rapidamente possível.
Apesar da agitação, nem todos estavam atentos. Num raminho
de uma árvore, um jovem rouxinol continuava o seu canto, alheio ao que se
passava em seu redor.
Sorrateiramente, o homem foi-se aproximando e, num gesto
rápido, capturou o jovem pássaro.
Apesar do seu tamanho, o rouxinol tentou negociar a sua
liberdade.
_ Por favor, liberta-me!_ Exclamou ele_ Sou tão pequeno e
tão magro que continuarás com a mesma fome! Devolve-me a liberdade e em troca
dar-te-ei três conselhos que te serão muito úteis.
_ Hum… _ disse o homem_ que conselhos podes tu ter para mim?
Que poderei eu aprender contigo? És bem mais útil no meu estômago…
_Para! Que tens tu a perder? _ Interrompeu o rouxinol_ É
muito simples, dar-te-ei o primeiro conselho quando ainda estiver na tua mão. O
segundo quando estiver no primeiro ramo dessa árvore, para que possas voltar a
apanhar-me se o conselho não te convier, e o terceiro dar-to-ei quando estiver
a voar no céu, por ser o mais importante.
Embora não estivesse muito convencido, o homem acabou por
concordar.
_ O primeiro conselho é que nunca deves arrepender-te se
perderes alguma coisa _ proferiu o rouxinol.
O homem refletiu um pouco sobre o conselho e libertou o
pássaro. Na verdade, pensou ele, é um conselho bem sábio, pois o desprendimento
dos bens materiais é o verdadeiro segredo da liberdade.
Sentindo-se já livre, o rouxinol pousou no primeiro ramo da
árvore e deu-lhe o segundo conselho:
_ Se o que te contarem for absurdo, não acredites a menos
que te deem uma prova.
O homem estava deveras admirado, afinal o pássaro era muito
mais sábio do que muitos homens. É comum ao ser humano deixar-se iludir e
enganar devido à vaidade ou à bajulação.
_ Então e qual é o terceiro conselho? _Questionou o homem.
Já a esvoaçar pelo céu, o rouxinol gritou:
_ Tenho, no estômago, dois grandes diamantes do tamanho dos
teus punhos. Se me tivesses matado, terias ficado rico!
Louco de raiva, o homem pôs-se a atirar pedras ao pássaro.
Depois, sentou-se e começou a chorar, lamentando a sua sorte por ter sido tão
estúpido e se ter deixado enganar tão facilmente.
Pousado no cimo de uma árvore, o rouxinol observava o homem.
Por fim exclamou:
_ És mesmo um imbecil! Dei-te três conselhos e nada
aprendeste com eles: disse-te para nunca de arrependeres de nada e já estás
arrependido por me teres libertado; disse-te para não acreditares no absurdo e
acreditaste que um pássaro tão pequeno como eu poderia ter dois enormes
diamantes no estômago! Por seres tão cego e presunçoso nunca poderás voar livre
no céu como eu!
Agostinha Monteiro
quinta-feira, 22 de junho de 2017
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